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O maior príncipe do mundo


Há não muito tempo, resolvi me aventurar em uma leitura clássica, minha escolha, o pequeno príncipe. Um livro infantil para adultos e hoje quero compartilhar com vocês, minha opinião e principalmente, a minha experiência com o livro.


Vamos resumir as coisas, para começar, O pequeno príncipe narra a estória de um jovem príncipe, habitante de uma estrela distante, em meio a problemas com a sua amada Rosa, o pequeno príncipe decide sair de seu planeta e buscar algo novo, fora de casa. Assim, viajando por diversas estrelas, conhecendo diversos e confusos adultos, o pequeno príncipe acaba chegando à Terra, após explorar muitos locais, ele encontra um piloto, com o avião quebrado, em meio ao deserto de areia, lá ele narra toda sua jornada, desde o início e por fim, com um final que se divide entre simbólico e triste, volta a morar em sua estrela.

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O livro narra o quanto o adulto perde parte de sua magia, deixando bem claro e talvez de certo modo, relembrando o que éramos em nossa infância, somos acometidos por diversas metáforas, quase que incansavelmente, o pequeno príncipe joga mais e mais conselhos, quase que como críticas ao modo que os adultos vivem´. Os conselhos pareceriam quase tediosos, não fosse a narrativa singular do livro, funcionando em camadas, acompanhamos o piloto narrando o que o pequeno príncipe narrou ao passo que o próprio piloto se vê aceitando e interpretando os conselhos do pequeno príncipe. É incrível como, desta forma, parece que estamos vendo tudo de fora e por consequência, podemos analisar melhor o que é dito, é como se estivéssemos em um consultório onde o psicólogo escuta e da conselhos para uma pessoa muito parecida conosco, não precisamos falar ou pedir ajuda específica, basta prestar atenção e encontrar o nosso próprio conselho, nas entrelinhas do nosso quase sósia. Não se limitando a isso, tenho que destacar que nem todos os conselhos do pequenino serão validos para todos, mas posso afirmar, que se você prestar atenção, no mínimo irá repensar algo sobre sua vida, mesmo que seja para reafirmar seus acertos.


Toda a odisseia do pequeno príncipe, muito se assemelha a contos infantis, sem se preocupar com lógica ou com semelhança aquilo que nós é comum, a aventura acaba convencendo unicamente pelo fato que queremos que ela exista, de alguma forma, sentimos que somos o piloto quando convém, tomando rapidamente o papel de leitor, assim que a situação não serve mais como chapéu (ou seria uma cobra?).


Não tem como falar sobre pequeno príncipe, sem falar do seu desfecho, a inocência do príncipe e sua simplicidade, conquista qualquer um, a empatia é imediata, fazendo com que o fim trágico (ou não?) acabe sendo doloroso de se ler e mesmo depois de muitas páginas leves e de fácil digestão, o livro consegue trazer um sentimento de saudade, antes mesmo de partir. O fim, que por um lado costuma significar unicamente o fim, acaba trazendo mais reflexões e com certeza uma lição para a vida toda. Será que estamos vivendo do jeito certo? Por mais cobras que comem elefantes e menos chapéus.


Seja criativo.


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