Indicação de obra: Sangrando Poeira (por Richard Bernardes)

Atualizado: 7 de set. de 2021



"Acordo zonzo, com fortes dores de cabeça, sinto algo quente escorrer da minha nunca e parar em meus lábios. Estava sangrando. Era dia, com certeza. Os raios de sol, que entravam pelos buraco no teto, queimavam a pele ardida e salgada de minha face. Um súbito agudo de gritos que vinham ecoando de outra sala alegremente me lembravam onde eu estava."



Se você é daqueles que curtem imersão, a Vastidão tem que ser sua próxima parada. Sangrando Poeira é um livro escrito por Richard Bernardes e se mostra como uma explosão aos olhos do leitor, uma rajada de luz sobre a vida de Marlboro e seus passos por um mundo pós-apocalíptico com uma promessa de mindblowing atrás de alguma duna.


A trama inicia com um momento de tensão que ilustra o ambiente hostil que nunca cessa ao redor das personagens e segue por momentos de heroísmo em cenas com primor descritivo, que dão ao leitor o suficiente e essencial para reconstruir em sua mente o contexto.


O deserto preenchido com areia suspensa, luz e perigos ocultos se revela um cenário que faz o leitor sentir os pesados passos tomados pela escassez de recursos, amoralidade e sede por água e por vingança, que não poupa ninguém.


O enredo alterna entre um mundo reconhecível pelo leitor e um mundo tragicamente modificado por eventos catastróficos explicados aos poucos no decorrer dos capítulos, cuja construção faz qualquer um andar com o celular e o carregador ao lado para não ter nenhum imprevisto de bateria descarregada.


Destaque para as passagens de ação, perseguição e resgate, com uso de verbos selecionados para trazer ao leitor a sensação de conflito iminente e atual, com desfechos cruentos e tão impiedosos quando o próprio deserto, que também pode ser uma gigantesca metáfora para a enevoada mente do protagonista e suas motivações.


A elaboração das personagens também merece atenção. Suas descrições e personalidades são sólidas e convincentes, sem apresentar uma composição líquida que se perde no mar seco de informações que açoita o olhar do leitor com as brisas salinas da Vastidão e seus mistérios. (Raja S2)


Um mundo destroçado, com pedaços de civilização moderna lentamente sendo digeridos pela areia sem fim, criaturas estranhas e a humanidade em sua forma mais instintiva. É esse o convite que o autor nos faz para experimentar, e que você deve aceitar o mais rápido possível.


Aceite-o clicando aqui


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Nos vemos no próximo texto, Raios de Sol!


C ya.


obs: usem spartacus com moderação.

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