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Eu me importo


Eiza González, DIana Weist e Rosamund Pike


A Netflix foca cada vez mais em obras originais, Eu me importo (‘I care a lot’ no original) é mais uma destas obras que chega ao serviço com a intenção conquistar fãs. Antes de irmos a fundo, quero destacar a importância de assistir e prestar atenção em toda e qualquer obra, não somente com o intuito de se divertir, mas analisando e entendendo que sempre é possível aprender algo.


O texto a seguir pode conter spoilers.

Eu me importo narra a vida de uma golpista, tirando dinheiro de diversos senhores e senhoras já com a idade avançada, tudo consiste em um golpe, aparentemente muito bem elaborado e dentro da lei. Desde o começo vemos a personagem demonstrando ser a vilã, eu até diria que não existem mocinhos no filme, salvo alguns coadjuvantes. O filme faz um bom esforço caracterizando seus personagens, Marla tem cara de vilã. Mesmo com alguns estereótipos bem definidos, ainda são utilizadas algumas cenas para dar mais contexto ao real objetivo de cada personagem, mesmo a gentil senhorinha acaba mostrando seu lado “malvado”. A intenção de mostrar tais detalhes é óbvia, mas à medida que observamos cada cena, percebemos que existe uma certa tentativa de auto afirmação para com as intenções de cada personagem. Toda essa perversidade, aliada a uma atuação mediana, acabou acarretando um problema que em minha opinião, é bem crítico, não consegui em momento algum criar empatia com quaisquer personagens, então acabei criando empatia com base nos atores e não nos personagens, visto que o elenco não é assim tão famoso, Peter Dinklage acabou sendo o único personagem que eu realmente gostava de ver em cena.


Aliar um elenco sem empatia com um enredo abaixo do esperado, acabou criando um filme um tanto tedioso. A facilidade com que a justiça é enganada, acaba fazendo com que os vilões pareçam estar certos, tudo é feito bem abaixo do nariz das autoridades, sem nenhum pudor. E mesmo quando a disputa é entre os vilões, parece que nossa protagonista sempre leva a melhor, seja na fuga dos capangas no asilo, onde vemos o único capanga restante sendo derrubado sem nenhuma dificuldade, ou plano ardiloso onde sem nenhum preparo, Marla consegue sequestrar o maior mafioso da região, de dentro de sua base de operações. A lógica dos eventos acaba sendo ignorada e esses são os únicos momentos em que somos surpreendidos de alguma forma, afinal de contas, não esperamos que um líder da máfia russa tenha somente 2 ou 3 capangas e que eles sejam totalmente desprovidos de inteligência.


O filme não pode ser chamado de ruim, ele aborda um estilo muito singular, onde vemos um vilão contra um vilão, não existe o polícia e ladrão, boa parte do que é mostrado, fica por conta de algo que conversamos há não muito tempo, o mal maior, a ideia é que tomemos partido de um lado com base em quem é menos malvado, mas fica difícil quando falta qualidade nos personagens. O filme diverte e possui uma ou outra cena de qualidade, mas acaba sendo mais um desses filmes que cairá no esquecimento em breve.


Seja criativo.




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