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Fugir do clichê?

Atualizado: 30 de jan. de 2021

Salve a princesa, derrote o dragão, você é o cavaleiro escolhido!


Clichês são construídos com base na repetição, muitos dos maiores sucessos do mundo do entretenimento, foram solidificados em cima de contos clichês e já batidos, não é estranho analisar que m

esmo um enredo batido e cheio de clichês pode simplesmente ser o maior sucesso de vendas?


Vale lembrar que games famosos como Zelda e Super Mario, tomam por base o “Salve a princesa”, a série Matrix fala sobre um “escolhido”, por que não dizer que John WIck faz quase a mesma coisa? Titanic conta um amor impossível, aos moldes de Romeu e Julieta, enquanto a maior bilheteria de todos os tempos, Vingadores Ultimato, mostra viagens no tempo, heróis vencendo como de praxe e tantos outros clichês que é impossível destacar cada um.


Vale lembrar que não podemos comparar o clichê a simples má qualidade de roteiro, clichês são meros temas, são vagos demais, tão vagos que sua variação atinge o infinito. Existem milhares de maneiras de se salvar uma princesa... Em vingadores ultimato por exemplo, temos um rato salvando o dia, ativando um botão que acaba desencadeando todo o resto do filme, isso não é clichê e nem mesmo chega a ser horrível para o enredo, mas é o tipo de coincidência que pode tirar parte da magia da coisa. Quando temos uma justificativa baseada em um simples “foi sorte”, acabamos perdendo o brilho que uma trama bem elaborada proporciona.


Os clichês foram formados aos poucos e alcançaram esse patamar, pois após repetidas vezes utilizados, acabaram alcançando um posto de “repetitivos”, mas as coisas não são bem assim, eles só foram se repetindo inúmeras vezes pois funcionavam. Quando falamos de um tema clichê, é muito mais fácil de encontrar uma obra no mínimo excelente, que se encaixe no tema, do que quando pegamos um tema inovador, que foge a curva. O clichê não é uma fórmula, assim como a jornada do herói, o clichê é apenas um conceito. O que é feito com ele, acaba definindo sua qualidade. É totalmente valido que o filme do cavaleiro dos 7 reinos, onde ele busca as 7 gemas do poder, seja excelente, basta incluir criatividade em torno de todos esses tão odiosos clichês, mas nada impede que o filme seja um fracasso total.


Concluindo, clichês não são nossos inimigos, muito pelo contrário, são ótimos aliados, principalmente para quem está iniciando. Encarar o clichê como uma espécie de referência, pode ajudar na construção de um enredo mais sólido e coerente. Buscar ser o “diferentão” não é necessariamente algo bom. Uma boa fonte de estudos são os contos de fadas, vá em busca de suas variadas versões e perceba o quanto uma obra pode oscilar de maneiras inimagináveis.


Um grande abraço, seja criativo.

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2 commentaires


Bem legal, gostei muito. owo


Legal aquela cachorrinha toda princesinha, com essa pinta de mimada, me lembra até a Azia de Azia's Birthday, que foi justamente uma tentativa minha de fugir do clichê. XD

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Ricky, O Bardo
Ricky, O Bardo
30 janv. 2021

Muito bom, o Clichê quando bem empregado é uma aliado poderoso! Ele trás certos gatilhos que quando o jogador entra em contato desencadeia uma série de conceitos e até mesmo sensações nostálgicas o Game OceanHorn é basicamente um Zelda, tem uma narrativa muito simular e sua história é "salve seu pai, encontre a sua mãe, salve o mundo do monstro" que apesar de ser ganchos bem clichês funcionam muito bem nesse game.

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